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No Geossítio Peirópolis, onde os fósseis contam milhões de anos de história, há também doces que contam histórias de família, de infância e de uma cultura enraizada no afeto. Mestre Darci começou a fazer doces ainda jovem, inspirada pela avó e pela mãe, guardiãs das receitas transmitidas oralmente por gerações. Produzindo em sua própria casa, ela prepara doces típicos como doce de leite, goiabada, figo e abóbora cristalizada, mantendo viva a tradição. Cada tacho é um ritual, cada doce é uma memória. Além de atender ao público local, Mestre Darci já teve sua história contada em programas de TV e documentários, tornando-se embaixatriz da gastronomia tradicional de Uberaba. |
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Desde criança, Mestre Souzavia seu pai construir instrumentos com paciência e amor. Decidido a continuar o legado, aprendeu a arte da luteria com olhar atento e mãos habilidosas. Hoje, sua luteria é conhecida por dar vida a violões, violas caipiras e cavaquinhos que encantam músicos em todo o Brasil. No museu luteria, o visitante pode acompanhar todo o processo: da escolha da madeira à afinação final. Mestre Souza também realiza restaurações e ajustes, preservando histórias sonoras que atravessam gerações. Seu trabalho é símbolo da resistência da música raiz e da beleza da criação manual. |
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A história da FASU começa na década de 1970, quando José Donizetti da Silva viajou à Itália e aprendeu a fabricar sinos com afinação musical com o mestre Giacomo Crispi. De volta ao Brasil, fundou em 1980 a Fábrica de Sinos, hoje considerada um Sítio histórico e cultural do Geoparque Uberaba e registrada como patrimônio imaterial pelo município. A fábrica preserva a técnica de moldagem em areia, fusão em bronze e afinação manual, em um processo tão raro quanto mágico. Cada sino leva consigo espiritualidade, celebração e arte. O espaço é um verdadeiro templo sonoro, onde o visitante sente o tempo, a tradição e a emoção vibrando no ar. |
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O Museu da Memória do Engenho nasce do empreendedorismo feminino e da visão de sua fundadora, que transformou paixão e conhecimento em um espaço dedicado a celebrar a cultura da cachaça. A iniciativa une tradição e inovação para proporcionar ao visitante uma vivência autêntica na tradição do engenho. O visitante faz uma verdadeira imersão ao acompanhar cada etapa da produção artesanal, da moagem da cana à fermentação e destilação, descobrindo aromas, sabores e histórias que mantêm viva a cultura e os saberes do campo. Em um ambiente acolhedor e cheio de memória, o museu preserva o modo de vida do campo e valoriza o trabalho que transforma a cana-de-açúcar em um dos símbolos mais marcantes da nossa cultura. Localizado no território do Geoparque Uberaba, o Museu da Memória do Engenho é um convite para viver a tradição, conhecer saberes e se encantar com uma experiência que une história, sabor e autenticidade. |
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Criado pela jornalista Evacira Coraspe, o Ateliê das Chiteiras nasceu como um projeto de empoderamento e arte coletiva. Mulheres da comunidade aprendem a bordar sobre chita, tecido trazido da Índia pelos portugueses e que se popularizou no Brasil, criando colchas, quadros e peças que expressam a força feminina. Mais do que produzir arte, as Chiteiras bordam sua própria história. Cada ponto sobre a chita é um gesto de afirmação, cura e reconhecimento. O bordado, nesse contexto, torna-se uma ferramenta poderosa de reconstrução da autoestima, permitindo que essas mulheres se vejam como criadoras, protagonistas e agentes de transformação. O ateliê é um espaço de resistência, delicadeza e transformação social, onde o fazer manual resgata a identidade, fortalece laços comunitários e reverte invisibilidades históricas em potência criativa. As Chiteiras transformam tecido em arte, dor em cura e silêncio em expressão. |
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No Museu Ateliê Arte em Papelão, a leveza do papel se transforma em potência criativa, memória afetiva e patrimônio cultural. José Eduardo Araújo e Sandra Monteiro, artesãos com mais de 25 anos de trajetória, criam verdadeiras obras de arte que encantam pela precisão, poesia e sensibilidade. Reconhecidos nacionalmente, entre os Top 100 do Prêmio Sebrae de Artesanato, o casal dedica-se à criação de maquetes de patrimônios históricos, cenários de éries, paisagens imaginárias e réplicas cheias de detalhes e emoção. O papelão, que costuma ser descartado, aqui ganha nova vida e significado. O espaço do ateliê é mais que um museu: é uma verdadeira fábrica de sonhos. Cada canto pulsa criatividade e convida o visitante a mergulhar no mundo da miniatura e da memória construída à mão. Ao caminhar entre maquetes que resgatam lugares, símbolos e histórias, o público se encanta com a delicadeza do trabalho artesanal e com a força da preservação cultural por meio da arte. |
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Inaugurado em 1982 e ampliado em 1986, o ateliê dos artistas Hélio Siqueira e Paulo Miranda se consolidou em Uberaba como um importante espaço para a organização e produção de arte, em meio à escassez de centros culturais na região do Triângulo Mineiro.
Durante mais de uma década, o ateliê foi palco de exposições individuais e coletivas, workshops, oficinas, palestras e lançamentos de livros. O espaço atraiu nomes de destaque no cenário cultural brasileiro, como Almerinda da Silva Lopes, Alberto Beuttenmuller, Beatriz Pimenta Camargo, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, Milu Villela, Isabela Prata, Stella Teixeira de Barros, Antônio Poteiro, Ana Mae Barbosa, Fernando Pedro, entre outros. Atualmente, o local abriga duas galerias com exposição permanentes dos dois artistas.
Hélio Siqueira e Paulo Miranda se inserem de forma expressiva no campo da arte contemporânea brasileira, articulando técnicas e sensibilidade em uma produção que transita e tensiona os limites entre o popular, o simbólico e o erudito. O ateliê, concebido como espaço vivo de criação, é também um espaço de exposição do trabalho e território de criação em fluxo, onde as obras emergem do cotidiano uberabense, atravessadas por sonhos, religiosidade e ancestralidade. As pinturas e as esculturas, reconfiguram o diálogo com os dilemas e urgências do presente, numa busca estética que rompe com narrativas hegemônicas e propõe novos limites e alargamento dos sentidos.
A presença da arte contemporânea em suas criações manifesta-se na hibridez das linguagens, na multiplicidade de leituras possíveis e na potência do gesto artístico como resistência cultural.
Adentrar esse espaço é experimentar o imaginário do “Geoparque Uberaba” em sua dimensão mais profunda, um lugar em que cada obra testemunha não apenas a beleza, mas também a persistência da criação como ato de afirmação identitária.
O ateliê, assim, constitui-se como referência vital no circuito artístico local e nacional, fundindo arte, território e experiência.
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O Museu Casa de Memórias Chico Xavier preserva o legado de um dos maiores nomes da espiritualidade brasileira, cuja vida foi marcada pela humildade, pela fé e pelo cuidado com o próximo. Mais do que um espaço de memória, a casa se apresenta como um lugar de silêncio, recolhimento e reflexão, onde valores espirituais permanecem vivos.
Instalado na residência onde Chico Xavier viveu, o museu revela seu modo de vida simples, coerente com os princípios que orientaram sua trajetória. O ambiente guarda pertences pessoais, objetos do cotidiano e um conjunto expressivo de cartas psicografadas, que testemunham sua dedicação ao consolo espiritual e à escuta atenta de milhares de pessoas.
Cada cômodo mantém uma atmosfera serena e reservada, coerente com vivência espiritual que marcou a trajetória de Chico Xavier. O acervo propicia um percurso contemplativo, pautado pelo silêncio, pelo respeito e pela observação sensível e atenta, oferecendo uma experiência permeada por leveza e paz espiritual. Ao percorrer os ambientes da casa, o visitante é convidado ao recolhimento e à interiorização, em contato com um legado que atravessa o tempo e continua a inspirar gestos de amor, fé e caridade.
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A Casa do Cleofas Galeria de Arte é um memorial do encontro entre território, família e saberes compartilhados, vivenciados na Vila Barroló, acervo vivo, guardiã de histórias, práticas e modos de vida construídos ao longo de gerações.
Constituída como associação familiar desde 2009, a Vila Barroló reúne várias gerações, entre crianças, jovens, adultos e idosos, e está instalada nos municípios de Veríssimo, Conceição das Alagoas e Uberaba. A associação desenvolve o trabalho com o barro e preserva a memória do fazer da cerâmica há quatro gerações, fortalecendo e formando uma tradição na arte e no fazer criativo.
Mais do que um espaço expositivo, a casa é um lugar de convivência e construção coletiva, onde as memórias se manifestam nas vozes, nos gestos cotidianos, no trabalho compartilhado e nas relações de afeto que sustentam a vida em comum. Cada atividade desenvolvida pela associação revela um patrimônio imaterial construído no dia a dia, no diálogo entre passado e presente, mantendo-se vivo na experiência coletiva e valorizando a história das famílias, o modo de viver no território, os saberes e práticas culturais que fortalecem a identidade local.
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